Link adulto montado na égua Epona, empinada no campo de Hyrule, com a Montanha da Morte ao fundo no remake de Ocarina of Time
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Games

Zelda: Ocarina of Time renasce no Switch 2 em 5/11: o que esperar

Gráficos refeitos, vozes, trilha orquestrada e ocarina tocada com a sua própria voz: a Nintendo refaz o clássico de 1998 prometendo manter a experiência intacta.

Equipe Nexum 3 de novembro de 2026 6 min de leitura

Imagem: Nintendo/Divulgação

Depois de anos de boatos, a espera acabou: The Legend of Zelda: Ocarina of Time volta em versão refeita do zero e chega na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, exclusivo para Nintendo Switch 2. O jogo foi anunciado na Nintendo Direct de junho e ganhou data, preço e as primeiras cenas de jogabilidade na apresentação dos 40 anos da série Zelda, em setembro.

Não é um lançamento qualquer. O Ocarina of Time original, lançado em 1998 para o Nintendo 64, é até hoje o jogo com a maior média de notas no Metacritic (99) e serviu de molde para boa parte dos jogos de aventura em 3D que vieram depois. Refazer um clássico desse tamanho é arriscado, e a Nintendo sabe disso. Abaixo, reunimos o que já é oficial, o que muda, quanto custa e o que esperar.

Um clássico que mudou os games

Para quem não jogou na época: em Ocarina of Time, o jovem Link sai da floresta dos Kokiri para impedir que o feiticeiro Ganondorf tome a Triforce. No meio do caminho, a história dá um salto de sete anos e o jogador passa a alternar entre o Link criança e o Link adulto, viajando no tempo com a ajuda da ocarina. Algumas áreas e itens só existem em uma das duas épocas, e isso continua igual no remake.

O jogo já tinha ganhado uma versão melhorada no Nintendo 3DS, em 2011, mas aquela era uma reforma mais modesta. A nova versão para Switch 2 é uma reconstrução completa, com personagens, cenários, música e controles refeitos para os padrões de hoje.

O que muda no remake

Pelo que a Nintendo mostrou no trailer, na página oficial do jogo e na série de entrevistas com os desenvolvedores, as principais novidades são estas:

Visual refeito

Personagens e cenários reconstruídos, com mais detalhe, grama que reage ao movimento e suporte a HDR.

Ocarina de verdade

As canções podem ser tocadas nos botões, cantarolando no microfone do console ou até com um instrumento real.

Vozes e cenas novas

Cenas com dublagem completa, diálogos novos e cutscenes ampliadas.

Trilha orquestrada

As músicas clássicas ganharam novos arranjos com orquestra.

Controles modernos

Corrida rápida, pulo sobre obstáculos, troca de itens na hora e câmera atualizada.

Dia e noite vivos

O tempo passa em todo o mapa e novos personagens e inimigos aparecem depois do pôr do sol.

Há ainda outros detalhes que ajudam quem está voltando ao jogo depois de muitos anos ou jogando pela primeira vez. O menu Threads of Time resume a história até ali, mostra o objetivo atual e monta uma tapeçaria com a jornada do Link. O estilingue e o arco podem ser mirados com o controle de movimento, e a égua Epona continua lá, para ser conquistada e montada mais adiante. Os amiibo do Link criança e da Zelda criança, previstos para 2027, liberam máscaras extras, e o aplicativo ZELDA NOTES, dentro do app Nintendo Switch no celular, traz recursos complementares.

Link criança tocando a ocarina azul ao lado da fada Navi, com a tela indicando que a canção Zelda's Lullaby foi tocada
As canções da ocarina podem ser tocadas nos botões ou cantarolando no microfone do Switch 2. Imagem: Nintendo/Divulgação.

O que a Nintendo promete: mudar o visual, não a experiência

Quem tem medo de ver o clássico descaracterizado pode ficar um pouco mais tranquilo. Na entrevista "Pergunte aos criadores", publicada pela própria Nintendo, a equipe liderada pelo diretor HokWai Ng repete uma regra que guiou o projeto: os gráficos podem mudar, mas a experiência não.

Na prática, isso significa que o remake não virou um mundo aberto no estilo de Breath of the Wild. A estrutura de áreas separadas, com as transições entre elas, foi mantida de propósito. Os personagens foram redesenhados um a um, mas com a silhueta e o jeito de cada um preservados, e o mapa do campo de Hyrule foi redesenhado pelo mesmo ilustrador do jogo original. A ideia, segundo os desenvolvedores, é que o jogador sinta nostalgia, e não estranhamento.

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Data, preço e ficha técnica

O jogo sai no mesmo dia no mundo todo e tem textos em português do Brasil. No Brasil, a versão digital custa R$ 329,90 na Nintendo eShop. A edição física tem preço sugerido de R$ 439,90 e uma tiragem limitada com capa metalizada em relevo, que esgotou rápido em várias lojas na pré-venda. Nos Estados Unidos, a versão digital sai por US$ 59,99.

ItemDetalhe
Lançamento5 de novembro de 2026
PlataformaSomente Nintendo Switch 2
Preço no Brasil (digital)R$ 329,90 na Nintendo eShop
Preço sugerido (físico)R$ 439,90
IdiomasInclui português do Brasil
Jogadores1 (um jogador)
ModosTV, mesa e portátil
Tamanho estimadoCerca de 25 a 27 GB
Recursos de tela e somHDR e VRR em TVs compatíveis, som surround

Um detalhe importante: o jogo não tem versão para o Switch original. Para jogar, é preciso ter um Nintendo Switch 2. Também vale reservar espaço de armazenamento com folga, já que a Nintendo informa um tamanho estimado entre 25 e 27 GB, dependendo da região, e avisa que o número ainda pode mudar.

Expectativas: vale a pena?

As análises da imprensa especializada devem sair às vésperas do lançamento, então ainda não dá para cravar se o remake está à altura do original. O que dá para dizer é que a Nintendo tratou o projeto com cuidado: dedicou uma série inteira de entrevistas a ele, escolheu a data dentro das comemorações dos 40 anos de Zelda e prometeu respeitar o que fez o jogo de 1998 virar referência.

Para quem nunca jogou, é a melhor porta de entrada que já existiu para esse clássico, com controles atuais, legendas em português e recursos que ajudam a não se perder. Para quem jogou no Nintendo 64, a graça está em rever Hyrule, Kakariko e os templos com outro visual, e em tocar a Canção de Ninar da Zelda cantarolando no microfone. A expectativa é alta, e a pressão também: repetir a recepção do original é praticamente impossível, mas um remake fiel e bem acabado já deve agradar a maior parte dos fãs.

Como se preparar para o lançamento

Resumo

O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega em 5 de novembro, exclusivo para Nintendo Switch 2, por R$ 329,90 na eShop brasileira. Traz visual refeito, vozes, trilha orquestrada, controles modernos e a possibilidade de tocar a ocarina com a própria voz, mantendo a estrutura e o espírito do jogo de 1998. Se você quer garantir o seu Nintendo Switch para jogar, a Nexum Informática tem o console e os acessórios: é só chamar a gente.

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